domingo, 30 de outubro de 2011

URTICARIA : AI COMO COÇA!!!!!

A urticária caracteriza-se pelo surgimento de placas elevadas e avermelhadas na pele, acompanhadas de muita coceira. 
Ela pode ser :
  • aguda, com menos de seis semanas de evolução
  • crônica, com mais de seis semanas de evolução

Sintomas

Na urticária aguda, geralmente, o quadro é mais intenso. As lesões variam desde pequenos pontos avermelhados a placas maiores, avermelhadas e inchadas, podendo comprometer grandes áreas do corpo. As lesões tendem a ter curta duração, desaparecendo e surgindo novamente em outros locais, que podem comprometer toda a superfície da pele. Algumas vezes, podem ser acompanhadas pelo edema de Quincke, cuja principal característica é o inchaço da face (lábios e pálpebras).
Essa situação pode evoluir com quadros graves de edema de glote.
  Na urticária crônica, o quadro é menos intenso, mas de longa duração.

As lesões são menores e podem reaparecer.

As causas mais comuns são  
  • medicamentos, alimentos, substâncias inaladas (como perfumes, poeira, inseticidas, desodorantes), infecções e agentes físicos (frio, calor ou pressão)
Pode ocorrer em qualquer idade.

Tratamento

O tratamento da urticária visa inicialmente combater os sintomas provocados pela ação da histamina através do uso de anti-histamínicos.

ALERGIA , ISSO, EU TENHO RINITE ALERGICA !! SNIF,SNIF,SNIF

                           

A rinite alérgica tem seu significado originado do latim:
Rinus (nariz) e ite (inflamação).

Ácaro: um dos principais causadores da renite alérgica 

É um processo inflamatório da mucosa nasal, decorrente de uma reação aumentada ou exagerada, causada pelo contato com substâncias estranhas ao organismo. Essas substâncias também são chamadas de alérgenos.

Na rinite alérgica os alérgenos mais freqüentes são o pólen, o bolor (mofo ou fungos), os pelos e a poeira doméstica, que apresenta como principal componente alérgeno o excremento de alguns ácaros, como os dermatofagóides. Bactérias e alimentos também podem causar RA, mas são menos frequentemente envolvidos na crise.
A prevalência da rinite alérgica na população é estima em torno de 10% a 20%. Cerca de 80% dos indivíduos com asma têm rinite alérgica. O fator que mais contribui para a ocorrência de rinite alérgica é a predisposição familiar.
Cerca de 40% das pessoas com rinite alérgica têm pais com a mesma alergia.

Sintomas

O indivíduo que possui rinite alérgica costuma apresentar dois ou mais sintomas a seguir, por mais de uma hora, várias vezes ao dia, durante dois dias consecutivos. São eles: rinorreia (corrimento nasal semelhante à coriza), espirros (principalmente em salvas), coceira e obstrução nasal. Além disso, a concentração de anticorpos no sangue de pacientes alérgicos costuma estar muito aumentada. Também é possível chegar ao diagnóstico através de testes em que substâncias às quais o indivíduo é alérgico são colocadas em contato com sua pele, gerando assim, reações.
Variações da rinite alérgica
A classificação da rinite alérgica se dá conforme o estudo Rinite Alérgica e seu Impacto na Asma (ARIA, em inglês):

1. Frequencia dos sintomas:

- Intermitente: os sintomas duram menos do que quatro dias por semana ou menos que quatro semanas.
- Persistente: os sintomas duram mais do que quatro dias por semana ou mais que quatro semanas.

2. Pela intensidade dos sintomas:

- Leve: sono e atividades normais.
- Moderada-grave: distúrbios de sono ou atividades normais, lazer, escola/trabalho, ou sintomas debilitantes.

Tratamento
O tratamento da rinite alérgica é feito de acordo com a forma da doença apresentada pelo indivíduo.

..... É ASMA DOUTOR ????



A asma é uma doença caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória. Esse estreitamento é reversível e pode ser desencadeado por diferentes fatores. 
Ocorre em cerca de 10% da população. 
Asma tem o seu significado a partir do grego Asthma, que significa arquejamento, sufocante.
As vias aéreas são os dutos por onde passa o ar.
Elas se iniciam no nariz e transformam-se em nasofaringe, laringe e traqueia. A traqueia divide-se em dois dutos, chamados brônquios direito e esquerdo, que levam o ar para os pulmões. Nos pulmões os brônquios se dividem várias vezes, dando origem aos bronquíolos e, por fim, aos alvéolos.
As vias aéreas são revestidas por uma mucosa, que nos asmáticos é hiper-reativa, ou seja, apresenta uma resposta inflamatória aumentada ou exagerada a substâncias ou estímulos estranhos com os quais entra em contato: poeira, pelos de animais, cheiros fortes, fungos (mofo ou bolor), pólen, fumaça, alterações climáticas, gripes e resfriados, ingestão de alimentos e medicamentos.

Sintomas

Quando ocorre exposição aos agentes que provocam alergia, as células de defesa da mucosa liberam substâncias inflamatórias que causam o inchaço, dificultando a passagem do ar. Isso gera os sintomas da asma: tosse, falta de ar, chiado (sibilos) e dor em aperto no peito.
A asma pode ser classificada em: asma intermitente, asma persistente leve, asma persistente moderada e asma persistente grave.
O diagnóstico é baseado nos sinais e sintomas que surgem de maneira recorrente.
No exame físico, o médico poderá constatar o chiado nos pulmões, principalmente nas crises da doença. Exames complementares auxiliam no diagnóstico.

Tratamento

O tratamento divide-se em duas fases: resgate e controle. Os medicamentos de resgate são utilizados nas crises de asma, para aliviar os sintomas de forma rápida.
Os medicamentos de controle são utilizados diariamente de forma prolongada e para diminuir os sintomas e o número de crises.

 ENTÃO GALERA NEM SEMPRE UMA TOSSE PODE SER ASMA !! FATOOOOO

VOLTANDO AO NORMAL :))))))))))

GALERINHA , POR MOTIVOS PARTICULARES ,FIQUEI UM TEMPINHO AUSENTE, POREM ESTOU VOLTANDO COM TODO GÁS E CHEIA DE IDEIAS E ASSUNTOS PARA TODOS VOCÊS! UM GRANDE ABRAÇO CALOROSO A TODOS !

ALERGIA???? PODE SER DERMATIDE ATÓPICA

A dermatite atópica ou alergia é um distúrbio cutâneo crônico, caracterizado por recaídas frequentes e caráter imunológico.
A pessoa que sofre de dermatite alérgica pode também apresentar asma ou rinite alérgica.

Essa alergia pode surgir em qualquer idade, mas costuma ter início entre os 2 e 6 meses de idade e varia desde quadros leves até muito graves. A maioria dos pacientes apresenta melhora por volta dos 10 aos 14 anos.

Constantemente, é feita uma confusão entre os termos eczema e dermatite atópica. Contudo, representam quadros distintos.  
  • Eczema é um padrão de reação alérgica com várias causas, sendo a dermatite atópica a causa mais comum. O principal sintoma é a coceira, que pode começar antes mesmo das lesões na pele aparecerem.
As pessoas afetadas costumam ter pouca resistência à coceira e a ação de coçar começa a gerar reações na pele. Com isso, passa a existir um ciclo vicioso em que a pessoa se coça, arranha a pele e volta a se coçar novamente. Isso aumenta a inflamação no local e causa uma sensação maior de coceira, piorando o quadro.

Sintomas

A dermatite atópica se classifica em:

- Aguda: presença de vesículas (pequenas bolhas) que coçam muito e vesículas sobre a pele avermelhada.

- Subagudas: presença de vermelhidão, escoriação e descamação.

- Crônicas: presença de placas cutâneas espessas.

Todos os três tipos de lesões podem coexistir na dermatite atópica crônica
Durante a infância, as lesões são avermelhadas e descamam, podendo atingir a face, tronco e membros. Com o ato de coçar, o paciente pode se machucar e desenvolver infecção secundária.

Em adolescentes e adultos, as lesões costumam ficar localizadas em áreas de dobras de pele, como a frente dos joelhos, pescoço e dobras dos braços. Nesses locais, a pele torna-se mais grossa, áspera e escura.

Em alguns casos, a dermatite atópica pode generalizar-se, atingindo grandes áreas corporais. Sua causa é desconhecida, mas costuma ter relação hereditária. Alergias a ácaros, fungos, pelos de animais e alimentos são difíceis de serem comprovadas, mesmo com o uso de testes dermatológicos. 
Substâncias irritantes, como produtos químicos em geral, roupas de lã ou de fibras sintéticas, poeira e fumaça de cigarro devem ser evitadas.

  • Não há exame específico para o diagnóstico da dermatite atópica. 
 
A dosagem de anticorpos no sangue ajuda e os testes de pele podem determinar contra quais substâncias o indivíduo é alérgico.

Tratamento

O tratamento da dermatite aguda consiste em hidratar adequadamente a pele, evitar desencadeantes alergênicos, utilizar anti-histamínicos tópicos (corticóides), anti-histamínicos sistêmicos e cobertura com antibióticos em casos de infecções secundárias.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Transtorno obsessivo-compulsivo- TOC

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos para a sociedade ou para a própria pessoa; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e "rituais" que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.
 É considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população e segundo a OMS  até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença. Além da interferência nas atividades, os sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) causam incomodo e angústia aos pacientes e seus familiares.

Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar ou evitar um pensamento que serve para anular uma obsessão. Outros exemplos de compulsão são o ato de lavar as mãos ou tomar banho repetidamente, conferir reiteradamente se esqueceu algo como uma torneira aberta ou a porta de casa sem trancar.
Deve-se deixar claro porém que para que esses comportamentos sejam considerados compulsivos, devem ocorrer em uma frequência bem acima do necessário diante de qualquer padrão de avaliação.
Acomete 2 a 3% da população geral. A idade média de início costuma ser por volta dos 20 anos e acomete tanto homens como mulheres.

Sintomas

As pessoas acometidas por este transtorno escondem de amigos e familiares essas ideias e comportamentos, tanto por vergonha quanto por terem noção do absurdo das exigências autoimpostas. Muitas vezes desconhecem que esses problemas fazem parte de um quadro psicológico tratável e cada vez mais responsivo a medicamentos específicos e à psicoterapia.

As obsessões tendem a aumentar a ansiedade da pessoa ao passo que a execução de compulsões a reduz. Porém, se uma pessoa resiste a realização de uma compulsão ou é impedida de fazê-la surge intensa ansiedade. A pessoa pode perceber que a obsessão é irracional e reconhecê-la como um produto de sua mente, experimentando tanto a obsessão quanto a compulsão como algo fora de seu controle e desejo, o que causa muito sofrimento. Pode ser um problema incapacitante porque as obsessões podem consumir tempo (muitas horas do dia) e interferirem significativamente na rotina normal do indivíduo, no seu trabalho, em atividades sociais ou relacionamentos com amigos e familiares.

Características clínicas

Obsessões podem ser definidas como ideias, imagens ou pensamentos que invadem a mente do indivíduo, independentemente da sua vontade. Causam incômodo, desconforto ou sofrimento para a pessoa, que embora perceba o seu caráter irracional, dificilmente tem sucesso em conseguir afastá-las. Algumas obsessões em casos mais sérios podem ser pensamentos e impulsos de fazer alguma atrocidade indesejável, como agredir crianças, atingir alguém com algo e quebrar objetos de valor, causando medo de que se possa perder o controle.

Compulsões podem ser definidas como comportamentos e/ou atos mentais repetitivos e estereotipados que o indivíduo é levado a executar voluntariamente para reduzir a ansiedade ou mal-estar causado por uma obsessão ou para prevenir algum evento temido. O indivíduo também reconhece o caráter irracional do comportamento, apesar de dificilmente conseguir evitar sua ocorrência.

O diagnóstico é clínico, ou seja com base nos sintomas do paciente.Nenhum exame laboratorial ou de imagem é utilizado para o diagnóstico. 

O início dos sintomas pode ser agudo ou insidioso, não havendo um padrão de evolução determinado. O quadro do transtorno obsessivo-compulsivo frequentemente inicia-se apenas com uma obsessão e/ou compulsão, havendo posteriormente uma sobreposição dos sintomas.
O curso da doença tende a ser crônico, com baixas taxas de remissão completa, como demonstram estudos de seguimento. A presença de comorbidades costuma ser mais uma regra do que uma exceção.

Tratamento

O tratamento deve ser individualizado, dependendo das características e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. Em linhas gerais, contudo, utiliza-se a psicoterapia de orientação dinâmica ou cognitivo-comportamental associada com tratamento farmacológico às vezes, em doses bem mais elevadas que as utilizadas no tratamento da depressão.

Entre os fármacos preconizados, destacam-se os Inibidores da Recaptação de Serotonina (IRS), tanto os seletivos como os não seletivos. A Clomipramina é a droga padrão-ouro, e muitos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), como fluoxetina, sertralina e paroxetina, são utilizados com boa eficácia.


Etiologia  

A etiologia (causas) do TOC ainda é desconhecida. O TOC é provavelmente resultante de fatores causais diferentes. Algumas formas de TOC são familiares e podem estar associadas a uma predisposição genética. Outras se apresentam como casos esporádicos.

Entre os casos familiares, parte parece estar relacionada aos transtornos de tiques, como por exemplo a Síndrome de Tourette (ST). O TOC de início precoce está associado com uma preponderância masculina e um risco aumentado de transtornos de tiques.

          SERÁ QUE NOSSAS MANIAS SÃO TAMBEM TOC????

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 




sábado, 17 de setembro de 2011

DOR DE BARRIGA? PODE SER GASTROENTERITES AGUDAS

Gastroenterite é uma infecção que atinge o sistema gastrointestinal ocasionando sinais e sintomas deste aparelho como as diarreias, cólicas intestinais e possivelmente vómitos.
O termo gastroenterite é utilizado de uma forma geral, pois se refere a um grupo de distúrbios cujas causas são as infecções e cujos sintomas incluem a perda de apetite, a náusea, o vómito, a diarreia (de leve a intensa), a dor tipo cólica e o desconforto abdominal.
Pode ser causada por vírus, normalmente devido a uma intoxicação alimentar, ou bactérias. A gastroenterite bacteriana é por norma mais grave.
Uma das consequências mais graves desta patologia é a desidratação pelo que o tratamento deve consistir primeiramente na hidratação através da ingestão de água ou a administração de soros endovenosos nos casos mais graves. Os sintomas geralmente duram cerca de 3 dias.

Causas

A gastroenterite é geralmente provocada por micróbios, então ela pode ser do tipo viral ou bacteriana.

Gastroenterite viral

É a forma mais freqüente. Trata-se de uma infecção temporária muito contagiosa transmitida de pessoa para pessoa (pelas mãos, em banheiros, em copos), esta infecção viral pode provocar verdadeiras epidemias, sobretudo no inverno. Os sintomas da gastroenterite viral são quase sempre menos graves que os da gastroenterite bacteriana (caracterizada normalmente pelo sangue nas fezes).
Mais de uma centena de vírus podem ser os responsáveis pela gastroenterite, mas os mais conhecidos são os rotavirus, que podem provocar a infecção em crianças. Existem também os calcivirus, os adenovirus ou os norovirus.

Gastroenterite bacteriana

Geralmente trata-se de uma intoxicação alimentar que pode ser provocada por diferentes bactérias como a salmonela.
Observação: Geralmente podemos contrair estes micróbios através de água contaminada ou substâncias fecais (transmitidas pelas mãos, por exemplo).
Podemos destacar outros causadores da gastroenterite, tais como determinados medicamentos (antibióticos), ou diferentes parasitas.

               PORTANTO CUIDADO COM O QUE SE COME E PRINCIPALMENTE COM A      HIGIENE PESSOAL #### ATENÇÃO DOBRADA COM AS CRIANÇAS ###




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O USO DE ANTICONCEPCIONAL ORAL NA ADOLESCENCIA ### FATO###

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência  abrange a faixa entre 10 e 19 anos de idade, período da vida que liga a infância à vida adulta. Nesta fase, principalmente após os 15 anos (22%), pode ocorrer a primeira relação sexual, a qual, na maioria das vezes é desprotegida.

Porquê?
 pretextos são atribuídos ao pouco uso de métodos anticoncepcionais por adolescentes: medo dos pais descobrirem, medo de encarar a própria sexualidade, falta de conhecimento sobre os riscos de se engravidar, pensamento "mágico", etc. Não importando as causas, o resultado é conhecido: milhares de gravidezes em adolescentes, com suas conseqüências nefastas tanto para a sua saúde quanto para sua integração e desenvolvimento social.

 No entanto, um fator se ressalta entre todos: a falta de orientação e o desconhecimento total ou parcial dos diversos métodos anticoncepcionais, seu modo de uso, suas vantagens e desvantagens, suas contra-indicações, sua eficácia e até mesmo os chamados efeitos benéficos não contraceptivos.
 Agora veremos os principais métodos anticoncepcionais que podem ser usados na adolescência.
 

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Pode ser usada à partir de 6 meses da menarca ( primeira menstruação). Caracteriza-se por possuír um ou dois hormônios que atuam através da inibição da ovulação e também pela modificação do endométrio (camada interna que reveste o útero) e do muco cervical. 
As pílulas combinadas (que contém dois hormônios) são as mais utilizadas e são muito eficazes se tomadas corretamente. Deve-se  iniciar seu uso no primeiro dia da menstruação e tomar um comprimido diariamente aproximadamente no mesmo horário durante 21 dias. A seguir ficar 7 dias sem ingerir a pílula. Neste período deve ocorrer sangramento semelhante ao menstrual. Em caso de esquecimento de tomar 1 pílula deve-se tomá-la o mais rápido possível, de preferência até no máximo 12 horas do horário habitual. Caso passe desse prazo, tomar assim mesmo a pílula atrasada, continuar a cartela, passar a usar um método anticoncepcional adicional (camisinha, por exemplo) e procurar um médico ginecologista para orientações.
 Às vezes a pílula pode causar uma série de efeitos colaterais desagradáveis, tais como: dores de cabeça, dores nos seios, enjôos, perdas de sangue fora da época e aumento de peso. Isto vai depender da pílula e de cada organismo e deve ser avaliado pelo médico.


 Em relação às contra-indicações, a adolescente se beneficia do seu fator idade e raramente apresenta alguma doença em que os riscos superem as vantagens do seu uso. Os riscos de complicações sérias também são baixos. De qualquer modo deve-se fazer sempre uma avaliação médica prévia ao seu uso seguidas de uma avaliação anual.
 Além de evitar a gravidez com uma grande eficácia, a pílula anticoncepcional pode trazer também os seguintes benefícios para a saúde da usuária:
 

    • Diminuição do fluxo menstrual:  diminui os dias de incômodo e diminui a incidência de anemia
    • Controle do ciclo: o ciclo costuma ficar mais regular. A usuária pode também adiantar ou atrasar uma menstruação por motivos diversos ( viagens, casamento, competição esportiva, etc.)
    • Cólicas menstruais:  em grande parte das usuárias, esse incômodo, tão comum entre as adolescentes, melhora acentuadamente.
    • Infecções: a pílula protege contra alguns tipos de infecções das trompas. Somente nos EUA ocorrem menos 13  mil internações ao ano devido a essa proteção.
    • Câncer do endométrio: a usuária de pílula tem a metade do risco de ter este tipo de câncer
    • Câncer do ovário: também diminui em cerca de 40% a incidência deste tipo de câncer
    • Cistos ovarianos funcionantes: a incidência é diminuída em cerca de 90%

ALGUNS MITOS SOBRE A PÍLULA 
 

  • O uso prolongado da pílula causa infertilidade?
  •  Não. O que acontece é que na população em geral nós temos um determinado número de casais inférteis, digamos 10 - 20%. Muitas mulheres inférteis estão tomando a pílula por não saberem deste fato e ao interromper o método para engravidar logicamente não irão engravidar. A pílula não tem nada a ver com isto.
  •   Precisa-se "descansar " todo ano de tomar a pílula?
     Não. Não existe nenhuma prova científica que esse descanso seja necessário. A usuária de pílula pode tomá-la sem tempo pré-determinado, desde que faça acompanhamento médico anual para controle.
  • A pílula engorda?
  •  Depende de cada organismo e da pílula. Existem várias marcas de pílulas. As de baixa dosagem e mais modernas apresentam menor tendência de ganho de peso do que as mais antigas. Com essas pílulas, o ganho de peso (se houver) não passa de 1-2 kg. Já as garotas mais "gordinhas" de fato são mais susceptíveis a um aumento maior de peso. 
     
 INJEÇÕES Consistem em injeções de hormônios parecidos com os da pílula anticoncepcional, só que em forma de injeção de depósito, que podem ser tomadas em doses mensais.  A grande vantagem das injeções é a praticidade ( uma dose ao mês ) e a eficácia ( dificilmente falham ). Os efeitos colaterais mais comuns são a irregularidade menstrual, a dor nas mamas e o aumento de peso. Os riscos de complicações importantes são baixos, mas, assim como no caso da pílula, exige-se um acompanhamento médico para seu uso. 

 

DIU
O dispositivo intra-uterino (DIU) é um método que difere fundamentalmente dos dois anteriores (pílula e injetável) porque só age no local em que se situa: cavidade uterina. Não tem nenhuma ação sistêmica. Consiste num pequeno objeto de plástico com cerca de 3 cm, em forma de um "T" ou de uma ferradura, envolvidos parcialmente com fios de cobre. O seu mecanismo de ação é por ação espermaticida, destruindo os espermatozóides dentro da cavidade uterina. Dependendo do modelo o DIU pode durar de 5 até 10 anos dentro da cavidade. Pode ser colocado 1 mês após o parto ou durante o período menstrual, num procedimento simples e rápido. Devem ser efetuadas revisões periódicas, para se avaliar o seu correto posicionamento.
O DIU tem como vantagens não causar nenhum efeito sistêmico (dores de cabeça, aumento de peso, nervosismo, enjôos, etc). Tem como desvantagens um aumento variável do fluxo menstrual e exige que o casal tenha um comportamento sexual monogâmico, sob pena um aumento do risco de infeções pélvicas. Não é um bom método para quem não tenha tido ainda um filho. 
 
Alguns mitos sobre o DIU:
 

  • O DIU é abortivo?
     Não uma vez que ele age como espermicida, "matando" ou inativando os espermatozóides antes que eles entrem em contato com o óvulo.
  • Nos casos de falha do DIU o feto corre risco de má-formação?
  •   Não há este risco, no entanto, sempre que possível o DIU deve ser retirado para se evitar uma interrupção precoce da gravidez por ruptura da bolsa.
 
ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA (pílula pós-coito) São métodos que podem ser usados após uma relação potencialmente fecundante, para se evitar uma gravidez indesejada. Geralmente são utilizados hormônios e/ou pílulas existentes no mercado, ingeridos em dose maior que o usual. 
A FEBRASGO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia) recomenda seu uso em situações de emergência, como em casos de violência sexual, relação sexual desprotegida e nos casos de possível falha de outro método (ex: ruptura de camisinha). Não podem ser utilizados rotineiramente. O médico deve ser procurado no máximo até 72h do fato ocorrido, após o qual não há mais possibilidade de prescrição. 

 

MÉTODOS DE BARREIRA E NATURAIS
A grande vantagem dos métodos de barreira, especialmente a camisinha, é a prevenção da gravidez associada à prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), inclusive a AIDS. Na adolescência a camisinha é um dos métodos que merece maior disseminação para seu uso, devido à freqüente situação de instabilidade sexual-afetiva dos parceiros. Além da AIDS, a grande vilã, existem diversas outras DST  que vem crescendo por entre os adolescentes: gonorréia, clamídia, tricomoníase, sífilis e HPV são alguns exemplos.
O diafragma não conta com uma boa aceitação entre os adolescentes. 

 
Tabela
A tabela (método rítmico) baseia-se na abstinência sexual nos períodos férteis. Não é muito segura, mas deve ser sempre ensinada para que a adolescente e mulher possa ter uma plena consciência do seu ciclo menstrual e que possa ser utilizada em caráter eventual .

Maneira de se fazer uma tabela:
    1. Anote cerca de 6 ciclos menstruais 2. Subtraia 18 do número de dias do ciclo mais curto 3. Subtraia 11 do número de dias do ciclo mais longo 4. O resultado das subtrações dará o período de fertilidade da mulher
       Ex: Ciclo mais curto: 26 dias
             Ciclo mais longo: 30 dias
 
Assim: 26 - 18 = 8
            30 - 11 = 19             Período fértil ou de risco de gravidez: do 8o. ao 19o. dia de cada ciclo

BICHO PAPÃO: INSONIA

O que significa a Insônia?
 
Insônia é a percepção ou queixa de sono inadequado, ou de baixa qualidade, por causa das seguintes razões:
  • Dificuldade em cair no sono
  • Levantar freqüentemente durante a noite com dificuldade de voltar a dormir
  • Acordar muito cedo
  • Sono não restaurado


    Insônia não é definida pela quantidade de horas que uma pessoa dorme ou quanto tempo leva para cair no sono. Indivíduos geralmente variam em suas necessidades de sono. Insônia pode causar problemas durante o dia como cansaço, falta de energia, dificuldade de concentração e irritabilidade.

    Insônia pode ser classificada como transiente (curto-prazo), intermitente (vem e vai), e crônica (constante). Insônia que dura desde uma noite até algumas semanas é classificada como transiente. Caso os episódios de insônia transiente ocorram de tempos em tempos, classifica-se como intermitente. A insônia é considerada crônica se ocorre na maioria das noites e dura mais de um mês.

      A causa da Insônia?

    Certas condições parecem tornar indivíduos mais susceptíveis à insônia. 

    Exemplos destas condições incluem:

  • Idade avançada (insônia ocorre mais freqüentemente depois dos 60 anos).
  • Sexo feminino.
  • Histórico de depressão.

Caso outras condições (como estresse, ansiedade, problema médico ou uso de alguns medicamentos) ocorram junto com as listadas acima, há maior probabilidade de insônia.
Há varias causas de insônia, sendo que a transiente e intermitente geralmente ocorrem em pessoas que estão temporariamente vivenciando uma ou mais das situações abaixo:

  • Estresse.
  • Ambiente barulhento.
  • Mudanças no ambiente ao redor.
  • Problemas no horário de dormir/acordar como aqueles decorrentes de "jet lag".
  • Efeitos colaterais de medicamentos.

Insônia crônica é mais complexa e geralmente resulta de uma combinação de fatores, incluindo os decorrentes de desordens físicas ou mentais.
Uma das causas mais comuns de insônia crônica é a depressão
Outras causas incluem artrite, doença nos rins, problema no coração, asma, apnéia, narcolepsia, síndrome das pernas inquietas, mal de Parkinson e hipertiroidismo.

Porém, insônia crônica pode ser devida a fatores de estilo de vida, incluindo o mal uso de cafeína, álcool e outras substâncias; estresse crônico; e ciclos quebrados de sono/despertar como por exemplo em conseqüência de trabalho noturno ou em turnos.
 

  os comportamentos a seguir mostra o aparecimento da insônia em algumas pessoas:

  • Expectativa e preocupação de ter dificuldade para dormir.
  • Ingestão de quantidade excessiva de cafeína.
  • Beber álcool antes do horário de dormir.
  • Fumar cigarro antes do horário de dormir.
  • Soneca excessiva de manhã ou de tarde.
  • Horários de dormir/acordar irregulares ou continuamente alterados. 

Esses comportamentos podem prolongar a insônia existente ou ser responsáveis pelo seu aparecimento. Interromper esses comportamentos pode eliminar a insônia.

Quem sofre de insônia?

Insônia ocorre em homens e mulheres de todas as idades, porém sendo mais comum no sexo feminino (especialmente depois da menopausa) e em idosos. 
A capacidade de dormir, e não a necessidade de sono, parece diminuir com a idade.


  Diagnostico da Insonia

Pacientes com insônia são avaliados com a ajuda dos históricos médico e de sono. 
O histórico de sono pode ser obtido com um diário preenchido pelo paciente ou por entrevista com o parceiro de cama com relação à sua quantidade e qualidade de sono.
Investigações especializadas do sono pode ser recomendadas, porém somente se houver suspeita de que o paciente possa ter desordens de sono primárias como narcolepsia ou apnéia do sono.



 E o  tratamento da Insônia como fazer?

Insônia transiente e intermitente podem não requerer tratamento, uma vez que os episódios duram apenas alguns dias. Por exemplo, se a insônia for decorrente de mudanças de horários como conseqüência de "jet lag", o relógio biológico da pessoa geralmente voltará ao normal por si mesmo. Porém, para algumas pessoas que vivenciam sonolência durante o dia e têm performance afetada como resultado de insônia transiente, a utilização de comprimidos para dormir de curta ação pode melhorar o sono e atenção no dia seguinte.
Como todos os medicamentos, há efeitos colaterais potenciais.

O uso de remédios para insônia sem prescrição médica não é recomendado.

  O tratamento para insônia crônica consiste de:
  • Primeiro, diagnosticar e tratar problemas médicos ou psicológicos que possam estar ocasionando a insônia.
  • Identificar comportamentos que podem piorar a insônia e interrompê-los ou reduzi-los.
  • Possível uso de remédios para dormir, embora a utilização a longo prazo seja controversa.
    Um paciente usando qualquer remédio para dormir deve estar sob a supervisão de um médico que avaliará de perto a eficiência e minimizará os efeitos colaterais. Em geral, esses medicamentos são prescritos na dose mínima e no menor período de tempo necessário para aliviar os sintomas relacionados à falta de sono.
    uma parada abrupta( sem orientação) desseas medicaçoes pode chegar a ocasionar a volta da insônia por uma noite ou duas.
  • Experimentar técnicas comportamentais para melhorar o sono, como terapia de relaxamento, terapia de restrição de sono e recondicionamento.

    Terapia de relaxamento

    Há técnicas específicas e efetivas que podem reduzir ou eliminar a tensão corporal e ansiedade. Como resultado, a mente da pessoa é capaz de ficar quieta, os músculos podem relaxar e pode ocorrer o sono repousante. Geralmente é preciso muita prática para aprender essas técnicas e alcançar a relaxação efetiva.

    Restrição de sono. 

    Algumas pessoas sofrendo de insônia gastam muito tempo na cama tentando sem sucesso dormir. Essas pessoas podem se beneficiar de um programa de restrição de sono que primeiramente permite apenas algumas horas de sono durante a noite. Gradualmente o tempo é aumentado até que seja alcançada um noite normal de sono.

    Recondicionamento. 

    Outro tratamento que pode ajudar algumas pessoas com insônia é recondicioná-las para associar a cama e o horário de dormir com o sono. 
    Para a maioria das pessoas, isso significa não usar sua cama para nenhuma outra atividade além de sexo e dormir. Como parte do processo de recondicionamento, a pessoa é geralmente aconselhada para ir para a cama somente quando estiver com sono. 
    Se não for capaz de dormir, a pessoa é orientada a levantar e só voltar para a cama quando estiver com sono. A pessoa também deve evitar sonecas. Eventualmente, o corpo será condicionado a associar a cama e horário de dormir com o sono.


    ENTÃO QUERIDO AMIGOS CAMA FOI FEITA PARA DUAS COISAS SOMENTE: SEXO E DORMIR , O MELHORA MESMO SERIA A RETIRADA DA TV DO QUARTO O QUE ACHAM ??? BJOKAS EM TODOS  

sábado, 10 de setembro de 2011

BURSITE: SO OCORRE NO OMBRO?

Bursite


A bursite é a inflamação com dor de uma bolsa (um saco achatado que contém líquido sinovial e que facilita o movimento normal de algumas articulações e músculos, reduzindo a fricção).

As bolsas estão localizadas nos pontos de fricção, especialmente onde há tendões ou músculos que passam por cima do osso. Embora uma bolsa geralmente contenha muito pouco líquido, no caso de se lesionar pode inflamar-se e encher-se de líquido.

A Bursite pode resultar do uso excessivo de uma articulação de maneira crónica, de feridas, gota, pseudogota, artrite reumatóide ou infecções, mas com frequência, desconhece-se a causa. Embora os ombros sejam os mais propensos à bursite, também se inflamam frequentemente as bolsas dos cotovelos, das ancas, da pélvis, dos joelhos, dos dedos do pé e dos calcanhares.

                Como surgem as BURSITES?

As BURSITES podem ser causadas por traumatismos diretos, como em decorrência de quedas. Alguns movimentos repetitivos de grande duração, como corridas longas, ou pedal, podem desencadear bursites crônicas em regiões específicas. Algumas doenças reumáticas, como a gota e artrite reumatóide, se manifestam também com bursites, em casos específicos.
Alguns ferimentos de pele infectados correm o risco de vir acompanhados do problema. Uma queda sobre o joelho pode provocar, por exemplo, o aumento na produção de líquido ou até sangramento de uma ou mais de suas bursas, o que caracteriza inflamação chamada de bursite traumática ou bursite aguda. Após o traumatismo ou esforço repetitivo, as bursas podem produzir grandes volumes de líquido sinovial, causando aumento de temperatura local, dor e limitações de movimentos, em função da distensão das partes moles ao redor.
A articulação corre o risco de perder provisoriamente seus contornos habituais, dando aspecto de inchaço localizado ou até generalizado. Algumas bursites podem causar adesões de partes moles, cicatrizes e calcificações.

Sintomas

A bursite causa dor e tende a limitar o movimento, mas os sintomas específicos dependem da localização da bolsa inflamada. Por exemplo, quando se inflama uma bolsa do ombro, aparece dor e dificuldade ao erguer o braço e afastá-lo do lado do corpo (como ao vestir uma peça de roupa com mangas).
A bursite aparece de forma repentina, e a zona inflamada dói quando se move ou se toca. A pele por cima das bolsas localizadas muito perto da superfície (como perto do joelho e do cotovelo) pode tornar-se avermelhada e inflamar-se. A bursite aguda, causada por uma infecção ou pela gota, é particularmente dolorosa e a zona afectada torna-se avermelhada e ao tacto sente-se calor.
A bursite crónica pode ser resultado de ataques anteriores de bursite aguda ou de lesões repetidas. Finalmente, as paredes da bolsa espessam-se e pode depositar-se nelas uma substância anormal com aglomerados de cálcio sólido, com aspecto de gesso. As bolsas com lesões são mais propensas a inflamações quando são submetidas a exercícios ou esforços pouco usuais. A dor e o inchaço prolongados limitam o movimento, causando debilidade motora e atrofia muscular. Os acessos de bursite crónica podem durar de alguns dias a várias semanas, e com frequência são recidivantes.

Diagnóstico e tratamento

O médico pode considerar que se trata de uma bursite se a zona à volta da bolsa dói à palpação e se alguns movimentos específicos da articulação são dolorosos. Caso a bolsa estiver muito inchada, o médico pode extrair com uma agulha e uma seringa uma amostra do líquido da bolsa para fazer análises que determinem as causas da inflamação (como uma infecção ou a gota).
As radiografias não costumam ser úteis, a menos que detectem os típicos depósitos de cálcio.
As bolsas infectadas devem ser drenadas, administrando-se, além disso, os antibióticos apropriados.
A bursite aguda não infecciosa habitualmente é tratada com repouso, imobilização temporária da articulação afectada e um anti-inflamatório não esteróide, como a indometacina, o ibuprofeno ou o naproxeno. Por vezes, podem ser precisos analgésicos mais fortes. Como alternativa, pode injectar-se directamente na bolsa uma mistura de um anestésico local e um corticosteróide. Pode acontecer que a injecção tenha de ser novamente repetida.

As pessoas que sofrem de bursite aguda podem tomar um corticosteróide por via oral, como a prednisona, durante alguns dias. Quando diminui a dor, a prática de exercícios específicos é útil para aumentar o grau do movimento articular.

O tratamento da bursite crónica é semelhante, embora seja menos provável que tanto o repouso como a imobilização sejam eficazes. Por vezes, as grandes acumulações de cálcio nos ombros podem ser irrigadas com uma agulha de calibre grosso ou extraídas cirurgicamente.
As bursites que limitam a função dos ombros podem ser aliviadas por meio de várias injecções de corticosteróides juntamente com uma fisioterapia intensiva, para restabelecer o funcionamento da articulação. Os exercícios ajudam a reforçar os músculos enfraquecidos e restabelecem o grau completo do movimento articular.
A bursite é, com frequência, recidivante se não for corrigida a causa subjacente, como a gota, a artrite reumatóide ou o uso excessivo crónico da articulação.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

INFECÇÃO URINARIA DE REPETIÇÃO : COMO E QUANDO OCORRE

"A infecção urinária (ITU) é uma infecção que acomete qualquer parte do sistema urinário, desde os rins, a bexiga, até a uretra. É definida como a presença de microorganismos em alguma parte desse sistema. Quando acomete os rins, chamamos de pielonefrite; quando é a bexiga, chamamos de cistite; na uretra é a uretrite; e quando acomete a próstata, denominamos prostatite."

 O QUE É ?

A ITU ( infecção do trato urinario) pode se apresentar em indivíduos de qualquer idade e sexo, sendo extremamente mais comum entre as mulheres.
isso  primeiro ano de vida, quando é mais comum nos meninos. 

Mas por que a ITU é mais freqüente em mulheres? 
  • Isso se deve a fatores anatômicos. Na mulher, a saída da uretra é bem próxima à entrada da vagina, onde abriga diversos microorganismos que compõem a flora vaginal.Os hábitos de higiene após o uso do toalete, como a passagem do papel higiênico em direção ânus-vagina, favorece o transporte de microorganismos intestinais até a vulva. 
  • Outro fator importante é que a uretra feminina é bem menor que a masculina, o que favorece o caminho das bactérias desde a entrada da uretra até a bexiga. 


A ITU ocorre principalmente quando os microorganismos, na maioria dos casos bactérias, "sobem" pela uretra e atingem a bexiga, os ureteres e os rins. A bactéria que mais comum é chamada Escherichia coli, e faz parte da flora intestinal normal. Assim, podemos perceber a importância de hábitos de higiene adequados para a prevenção das infecções urinárias.
Normalmente, a urina não apresenta nenhum microorganismo. A presença de qualquer microorganismo na urina pode levar ao desenvolvimento de ITU. Algumas pessoas, em especial as mulheres, podem apresentar bactérias na urina e não desenvolverem ITU propriamente dita, sendo completamente assintomáticas. Esses casos são chamados de "bacteriúria assintomática" e adquirem especial importância em grávidas, como comentaremos adiante.

Um fator de extrema importância no desenvolvimento da ITU é a estase urinária(prender a urina, e não fazer ''XIXI"). Isso acontece quando há uma dificuldade de esvaziamento da bexiga, e a urina fica acumulada por muito tempo. 
Isso favorece a proliferação de bactérias na urina, levando ao desenvolvimento de infecção.


Alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento de ITU, por facilitarem a proliferação das bactérias e o acesso das mesmas ao sistema urinário. São eles:

Sexo feminino;
• Gravidez: há uma diminuição das defesas da mulher; além disso, durante a gestação há um aumento da progesterona (um dos hormônios femininos), o que causa um relaxamento maior da bexiga e favorece a estase urinária;
• Hábitos de higiene inadequados;
• Diabetes;
• Climatério: as alterações do organismo da mulher favorecem o desenvolvimento de ITU;
• Obstrução urinária: qualquer fator que impeça o fluxo constante de urina, como aumento da próstata, defeitos congênitos, cálculos urinários ("pedra nos rins"), tumores;
• Corpos estranhos: a inserção de corpos estranhos pode carregar as bactérias para o sistema urinário e servir como local de aderência e proliferação, como sondas,absorventes internos;
• Doenças neurológicas: interferem com os mecanismos de esvaziamento da bexiga, favorecendo a estase de urina;
• Doenças sexualmente transmissíveis;
• Infecções ginecológicas.



Normalmente, o ato de urinar (micção) é voluntário e não se acompanha de dor. A presença de alguns sintomas associados ao ato de urinar leva o médico a pensar em ITU. São eles:

Dor ao urinar;
• Ardência na uretra durante a micção;
• Dificuldade para iniciar a micção;
• Urgência miccional: quando a pessoa sente uma vontade súbita de urinar;
• Ato de urinar várias vezes ao dia e em pequenas quantidades;
• Urina com mau cheiro, de coloração alterada;
• Pode haver eliminação de sangue na urina, que fica avermelhada, acastanhada.


O indivíduo pode sentir dor na parte baixa do abdome, associada ou não ao ato de urinar. Quando a infecção acomete o rim, o quadro é bem mais grave e o paciente apresenta febre, calafrios, dor lombar (dor nas costas), náuseas, vômitos. 

Importante ressaltar que em crianças os sintomas nem sempre são evidentes e, algumas vezes, elas apresentam sintomas em locais não relacionados ao sistema urinário. 
Nelas, podemos encontrar febre, falta de apetite, parada de crescimento e perda de peso. 


A presença de qualquer um desses sintomas deve levar à procura de um médico. Após consulta e o exame físico, o principal exame a ser solicitado é o exame de urina: esse é capaz de mostrar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que ajudam a fazer o diagnóstico. Se necessario ,solicita-se uma cultura (urocultura), que pode mostrar proliferação de bactérias e permite identificar qual é a causadora da doença.

Em alguns casos, principalmente em crianças e pacientes com história de várias ITU, é importante a realização de exames de imagem, como o ultra-som, o raio X com contraste das vias urinárias (urografia excretora) ou outros. Eles ajudam a diagnosticar defeitos congênitos das vias urinárias que podem favorecer o desenvolvimento de ITU.


O tratamento da ITU é feito com antibióticos, escolhidos de preferência após os resultados da cultura de urina. Entretanto, isso não é necessário na maioria das vezes. Excetuando-se os casos de infecção dos rins, quando os antibióticos são dados por via venosa, os outros casos podem ser tratados com medicamentos por via oral. A duração do tratamento depende do tipo de infecção urinária e do antibiótico escolhido, podendo durar 3, 7 10 ou 14 dias. 
É importante que se faça o tratamento durante todo o período prescrito pelo médico, para evitar a recorrência do quadro.
Em pessoas que apresentam ITU de repetição (3 ou mais episódios em 12 meses), podemos indicar o uso de antibiótico profilático. Isso significa que a pessoa vai tomar antibiótico diariamente, com o objetivo de evitar o desenvolvimento de ITU.
A bacteriúria assintomática,ou seja: presença de bactérias na urina na ausência de ITU instalada, geralmente não necessita tratamento. A exceção é a mulher grávida.
Em gestantes, todos os casos de bacteriúria assintomática devem ser tratados com antibióticos, porque essas pacientes desenvolvem mais frequentemente infecções dos rins, que são bastante danosas para a paciente.


Algumas atitudes são de extrema importância na prevenção da ITU, como:

Ingerir bastante líquido (média de 2 litros por dia);
• Evitar reter a urina, urinando sempre que a vontade surgir;
• Prática de relação sexual protegida;
• Urinar após relações sexuais;
• Evitar o uso indiscriminado de antibióticos, sem indicação médica.

Para as mulheres:
• Limpar-se sempre da frente para trás, após usar o toalete;
• Lavar a região perianal após as evacuações;
• Evitar o uso de absorventes internos;
• Evitar a realização de "duchas", "chuveirinhos";
• Evitar o uso constante de roupas íntimas de tecido sintético, preferir as de algodão;
• Usar roupas mais leves para evitar transpiração excessiva na região genital.


     PORTANTO É EXTREMAMENTE IMPORTANTE OBSERVAR AS ALTERAÇOES DE SEU ORGANISMO,MESMO QUE NÃO SEJAM SINTOMAS VISIVEIS !! PROCURE SEU MEDICO 

MOLUSCO CONTAGIOSO; CUIDADOS CONSTANTES

Molusco Contagioso

 

          O molusco contagioso é provocado por um vírus, da mesma forma que as verrugas, mas por um grupo de vírus diferente, o grupo dos poxvirus, e ocasionam esta lesão que não é de origem cancerosa e como característica ela não afeta órgãos internos, acometendo somente a pele.
Ele atinge somente a parte mais superior da pele, a epiderme. Se adquire quando encostamos em pessoas que tem a doença, por contato direto.
Em adultos ocorrem múltiplas lesões, mais freqüentemente na área genital .
Em crianças, a localização extragenital é mais comum.

Epidemiologia

 

Transmissão

Geralmente, por contato direto com pessoas infectadas;  É mais freqüente nos climas tropicais porque a umidade e o calor favorecem as pessoas andarem com menos roupa e te mais contato.
Ele é mais facilmente visto em crianças mais novas por que elas ainda não tem a imunidade desenvolvida, como nos adultos.
Ocasionalmente, por meio de fômites(material hospitalar). Em adultos, a localização das lesões na região anogenital sugere transmissão sexual.
As lesões são auto-inoculáveis.
Embora as lesões contenham milhões de partículas virais, a infectividade é surpreendentemente pequena.

Período de Íncubação

É geralmente de 3 semanas a 3 meses após a exposição.

Molusco Contagioso - Foto Ilustrativa II

Distribuição

Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais freqüente nas crianças de idade escolar, do que em adultos. A doença é mais comum em pacientes com Aids(imunosupremidos) e, nestes, as lesões tendem a se disseminar.

Quadro clínico

O início se dá com o aparecimento de pápulas minúsculas que atingem de 3 a 6 mm de diâmetro, cujas principais características são:
Semi-esféricas, isoladas e bem delimitadas, geralmente agrupadas;
Apresentam coloração pérola, rósea, ou igual a da pele circundante;
O centro é freqüentemente umbilicado e a base discretamente eritematosa;
É facilmente removível dando saída a material esbranquiçado que contém as partículas virais;
As lesões localizam-se em qualquer área da pele e, eventualmente, em mucosas;freqüentemente na face, tronco, superfícies expostas das extremidades.Em  adolescentes e adultos são mais comumente localizadas nas regiões pubiana e genitais;
Quando a infecção é transmitida sexualmente, as lesões geralmente limitam-se à região anogenital.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo aspecto clínico das lesões, pelo aspecto do material obtido à expressão das pápulas e, eventualmente, por meio da biópsia(se necessario).

  •  Diagnóstico diferencial

             Acne vulgar, miliária, varicela, epiteliomas e líquen plano, condiloma acuminado e outras verrugas.

Tratamento

Muitas das vezes  o tratamento específico não é necessário, considerando-se que as lesões são autolimitadas(geralmente) e involuem sem deixar cicatrizes num período de 6 meses a 2 anos.
O tratamento deve ser determinado pela idade do paciente, pelo número e distribuição das lesões e pela presença ou não de sinais inflamatórios.
  • Quando há pequeno número de lesões é indicada a curetagem, com aplicação de tintura de iodo.
  • Quando há um grande número de lesões pode-se fazer o tratamento com substâncias químicas: Podofilina a 20% (2 vezes por semana até a cura) ou Ácido tricloroacético (ATA) a 10 - 30%.
  • Crioterapia: geralmente bem tolerada pelo paciente, obtendo-se bons resultados.

 

Recomendações

O paciente deve ser reexaminado após o tratamento em intervalos de 15 dias a 2 meses para garantir que as lesões previamente diminutas foram também erradicadas.

Em adultos, deve-se examinar o parceiro sexual se as lesões estiverem localizadas em área anogenital.
Em adultos, a presença de lesões exuberantes ou atípicas, de localização extragenital, especialmente na face, deve fazer pensar em infecção concomitante pelo HIV.

Fonte: www.aids.gov.br
Como facilmente cresce nas áreas de contato, repetindo, teremos mais nas áreas de contato com as coisas ou com outras pessoas, facilmente podendo passar aos outros da família ou à coleguinhas de escola.

           Procure seu médico logo quando suspeitar que tenha esta virose.
                       Não permita que a doença se espalhe aos outros.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estresse: MAL DO SÉCULO

Causas mais comuns do estresse


O estresse pode manifestar-se por uma variedade de razões, incluindo acidente traumático, morte ou situação de emergência. Estresse também pode ser efeito colateral de alguma doença grave. Há também o estresse associado à vida cotidiana, ambiente de trabalho e responsabilidades familiares. É difícil dizer para ficar calmo e relaxado em nossas vidas agitadas. Porém, é importante encontrar formas de aliviar o estresse. Sua saúde depende disso.
  
Sinais iniciais do estresse

Estresse pode tomar diferentes formas e contribuir para sintomas de doenças. Os sintomas mais comuns incluem dor de cabeça, desordens do sono, dificuldade de concentração, temperamento explosivo, estômago perturbado, insatisfação no trabalho, moral baixo, depressão e ansiedade.

Estresse afeta a saúde


Todo mundo apresenta algum nivel de estresse. Temos estresse de curto prazo(coisas simples) até eventos normais do cotidiano podem ser estressantes.

Outras vezes encaramos estresse de longo prazo, como discriminação, doença incurável ou divórcio. Esses eventos estressantes também afetam nossa saúde em muitos níveis. O estresse de longo prazo pode elevar seu risco de alguns problemas de saúde, como depressão.

Tanto o estresse de curto quanto o de longo prazo podem ter efeitos sobre o seu corpo.
Estresse dispara mudanças no organismo e aumenta a probabilidade de ficar doente. Ele também piora problemas de saúde já existentes. Estresse pode ter influência nos seguintes problemas:

  • Dor de cabeça
  • Dificuldade para dormir
  • Constipação(intestinal)
  • Diarréia
  • Irritabilidade
  • Falta de energia(cansaço facil)
  • Falta de concentração
  • Comer demais ou não comer
  • Raiva
  • Tristeza
  • Maior risco de acessos de asma e artrite
  • Tensão
  • Cólica estomacal
  • Inchaço do estômago
  • Problemas de pele, como urticária
  • Depressão
  • Ansiedade
  • Ganho ou perda de peso
  • Problemas no coração
  • Pressão alta
  • Síndrome do intestino irritado
  • Diabetes
  • Dor nas costas e/ou pescoço
  • Menor apetite sexual
  • Dificuldade de engravidar


      Como posso lidar com o estresse?
      
    Escute o seu corpo, de modo que perceba quando o estresse estiver afetando sua saúde. 
    Aqui estão algumas formas de ajudá-lo a lidar com o estresse:

  • Relaxe. Cada pessoa tem a sua própria maneira de relaxar. Algumas incluem respiração profunda, yoga, meditação e terapia de massagem. Se você não conseguir fazer essas coisas, tire alguns minutos para sentar, escutar uma música calma ou ler um livro.
  • Reserve tempo para si mesmo. É importante cuidar de si mesmo. Pense nisso como uma ordem médica, de modo que não se sentirá culpado! Não importa o quanto seja ocupado, você pode reservar pelo menos 15 minutos diários na sua agenda para fazer algo para si mesmo, como tomar um banho quente numa banheira de espuma, caminhar ou conversar com um amigo.
  • Durma. Dormir é uma ótima forma de ajudar tanto o seu corpo quanto a sua mente.Com sono suficiente você pode encarar melhor seus problemas e diminuir o risco de doenças. Tente dormir de 7 a 9 horas cada noite.
  • Alimente-se corretamente. Tente abastecer-se com frutas, vegetais e proteínas. Não seja iludido pelo ânimo que obtém da cafeína e do açúcar.
  • Mova-se. Acredite ou não, praticar atividade física não somente contribui para relaxar a musculatura tensa, mas também ajuda o seu humor! 
    Seu corpo fabrica certos elementos químicos, chamados endorfinas, antes e depois do exercício físico. Eles aliviam o estresse em melhoram o humor.
  • Converse com os amigos. Encontrar alguém que o deixará falar livremente sobre seus problemas e sentimentos faz muito bem.
  • Tenha ajuda profissional se precisar. Converse com um terapeuta;A terapia pode ajudar em desordens mais sérias relacionadas ao estresse, como a desordem do estresse pós-traumático. 
    Há também medicamentos que podem ajudar a dormir e aliviar os sintomas da depressão e ansiedade.
  • Transija. Algumas vezes não vale a pena o estresse da discussão. Ceda de vez em quando.
  • Ajude os outros. Ajudar alguém também pode ajudá-lo. Ajude seu vizinho ou seja voluntário em sua comunidade.
  • Tem um hobby. Encontre algo que goste de fazer. Certifique-se de encontrar tempo para explorar seus interesses.
  • Estabeleça limites. Quando tratar de coisas como trabalho ou família, descubra o que você pode realmente fazer. Há apenas 24 horas no dia. Estabeleça limites para si mesmo e para os outros. Não tenha medo de dizer NÃO para pedidos por seu tempo e energia.
  • Planeje seu tempo. Pense antecipadamente como gastará seu tempo. Escreva uma lista de coisas a fazer. Descubra o que é mais importante para fazer.
  • Não lide com o estresse de formas que prejudiquem sua saúde. Isso inclui beber muito álcool, usar drogas, fumar ou empanturrar-se de comida. 


    GENTEEMMMM EU SOFRO DESSE MAL ,E É MUITO DIFICIL APONTAR O PROBLEMA DOS OUTROS SEM TA VENDO OS SEUS ,MAIS PODEMOS DAR UM BASTA E TENTAR TER UM POUCO DE AMOR PROPRIO!!!